Título original: Exit Through the Gift Shop.
País: USA
Produtora: Paranoid Pictures
Diretor: Banksy
Roteiro: Banksy
Elenco: Banksy, Shepard Fairey, Thierry Guetta,
Rhys Ifans, Space Invader
Sinopsis :
Exit through the gift shop, mostra a cultura dos grafiteiros e artistas de rua, apresentando os pioneiros neste estilo de arte. Paralelamente, é apresentada a historia de um vídeo macker Frances, Tiherry Guetta, que acompanhou durante anos os artistas de rua pelas suas andanças ilegais, filmando tudo, com a desculpa de que iria produzir um documentário. A questão é que este documentário nunca foi produzido, e as imagens Tiherry ficaram guardadas. Porem por estar diretamente relacionado a todo este mundo da Arte de Rua, Tiherry começa a se transformar em um deles, e finalmente roubando o espaço midiático todo para ele. Artistas consagrados como Bansky (Diretor do Filme), popular nas galerias de arte do mundo inteiro, discutem e expressam suas idéias em relação a este momento da vida deles, quando conheceram o maluco vídeo macker que queria fazer um documentário inexistente. O filme nos apresenta como nunca toda esta temática por trás dos artistas de rua que muitas vezes se mantêm no anonimato e não mostram suas caras. Imagens impressionantes nos mostram os artistas em ação, enquanto produzem ilegalmente seus trabalhos, em locais de difícil acesso, como o alto de edifícios ou locais vigiados por policiais. Este movimento de contracultura passa os limites das galerias de arte e vai direto ao povo, democratizando a arte para qualquer um que passe por perto. A arte de rua se apresenta como um movimento de base solida, com historia, influencias e um futuro um tanto misterioso. Thierry, o maluco da câmera, se entrega totalmente ao mundo das galerias de arte e converte seu nome em um produto de marketing e propaganda, fazendo obras de arte em linha de produção, em conjunto com outras pessoas, assim como fez Andy Warhol, que também se vendeu e transformou seus quadros em meros produtos de consumo e propaganda, com a desculpa de que ao mostrar repetidas vezes, os ícones da cultura pop, estava tirando deles um pouco do poder de influencia destes sobre as pessoas. O que a meu ver é uma tremenda imbecilidade, pois ao fazer isso Andy Warhol transforma o mundo da arte em uma fabrica de reprodução dos rótulos e modismos que invadem o imaginário da humanidade, influenciada pelo que se diz que se deve pensar, ser e consumir.
Mauro Enrico, 31 de marçode 2010, Rosario
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